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Colunas 29/11/2005



Ecos do Passado - UM TIPO INESQUECÍVEL

Há 50 anos, na madrugada de 28 de novembro de 1955, acometido de infarto do miocárdio, falecia aos 58 anos, o prefeito Frederico Ernesto Buchholz. Eleito no dia 3 de outubro de 1950 pelo PTB, Buchholz estava no fim do seu mandato, e deveria transmitir o cargo ao prefeito eleito, Álvaro Ribeiro Pereira, no dia 3l de janeiro do ano seguinte. Seu corpo foi velado no Salão Nobre da Prefeitura e o sepultamento ocorreu no final da tarde, tendo o povo comparecido em massa para dar o último adeus ao chefe do Executivo rio-grandino. O vice-prefeito, Modesto Rey Dornelles, assumiu no mesmo dia a titularidade do cargo, tendo imediatamente decretado luto oficial de oito dias.

Frederico Ernesto Buchholz era natural do Rio Grande. Nasceu no dia 21 de novembro de 1897, filho de Frederico Buchholz, comerciante, natural da Alemanha, e de dona Ernestina de Lima Buchholz.
Realizando seus primeiros estudos em Rio Grande, transferiu-se, mais tarde, para Bagé, onde concluiu o curso preliminar da Academia Comercial. Depois, foi para a Alemanha, onde residiu por vários anos, praticamente impedido de voltar à sua terra natal, com o advento da Primeira Guerra Mundial. Quando a guerra acabou, voltando ao Brasil, entrou para o quadro funcional do Banco Nacional do Comércio, no qual chegou a exercer as funções de gerente da filial de Bagé. Deixando o banco, transferiu residência para Rio Grande, onde contraiu matrimônio com sua primeira esposa, Bertha Heintz, com quem teve seis filhos. Após o falecimento desta, consorciou-se em segundas núpcias com a senhora Ida Della Méa. Dedicando-se ao comércio, participou de diversas organizações, tendo desempenhado cargos na firma exportadora Fraeb, e fundado, mais tarde, as firmas Buchholz & Ramos e F.E. Buchholz. Em 1950, convidado pela direção do Partido Trabalhista Brasileiro, concorreu às eleições para o Executivo municipal, as quais venceu, tendo sido empossado a 31 de janeiro de 1951. A 3 de outubro de 1955 candidatou-se à vereança, obtendo 1.040 votos, o que, além de garantir-lhe uma cadeira no Legislativo, outorgou-lhe a posição de segundo vereador mais votado em todo o município.
Dominando perfeitamente cinco idiomas, era dotado de sólida cultura, e especialmente versado em economia e finanças, às quais dedicava acentuado interesse.
Em 3 de dezembro de 1956, através da Lei n° 1043, o Executivo homenageou o ex-prefeito, colocando seu nome num dos bairros da cidade. Mais tarde, em 4 de junho de 1957, foi criado o Grupo Escolar Frederico Ernesto Buchholz, hoje Escola Municipal de Ensino Fundamental, no mesmo bairro.

Fonte: Jornal Rio Grande nº 288, de 28/11/1955



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